Estatuto dos Direitos do Paciente - Lei nº 15.378/2026
A Lei nº 15.378/2026, sancionada em 6 de abril de 2026, instituiu oficialmente o Estatuto dos Direitos do Paciente no Brasil. Ela unifica e transforma em lei federal garantias que antes dependiam apenas de resoluções de conselhos profissionais, aplicando-se obrigatoriamente tanto ao SUS quanto à rede privada e planos de saúde.
Abaixo está o resumo dos principais pontos da lei estruturado entre direitos e deveres:
1. Pilares da Autonomia e Decisão
- Autodeterminação: Reconhecimento legal da capacidade do paciente de tomar as próprias decisões de forma livre, sem coerção externa.
- Consentimento informado: Direito de participar ativamente das decisões, recebendo informações claras sobre o diagnóstico, prognóstico, riscos, benefícios e alternativas de tratamento.
- Diretivas Antecipadas de Vontade: O paciente pode deixar um documento escrito declarando quais tratamentos aceita ou recusa receber caso fique impossibilitado de se comunicar no futuro.
- Representante Legal: Possibilidade de indicar formalmente uma pessoa para responder pelas decisões médicas caso o paciente perca temporária ou permanentemente a consciência.
2. Direitos de Assistência e Dignidade
- Cuidados Paliativos: Direito garantido ao alívio da dor e sofrimento físico ou psíquico em casos de doenças graves e sem perspectiva de cura.
- Escolha do Local da Morte: O paciente pode optar por passar seus momentos finais em casa, em uma hospedaria (hospice) ou no hospital, conforme as diretrizes do SUS ou do plano de saúde.
- Acompanhante: Direito de ter uma pessoa de sua escolha presente tanto em consultas de rotina quanto durante períodos de internação hospitalar.
- Segunda Opinião: Liberdade para buscar o parecer de outros profissionais antes de realizar procedimentos importantes.
- Acesso ao Prontuário: Obtenção facilitada e gratuita de cópias do seu histórico de saúde, além da garantia de sigilo absoluto dos dados clínicos.
3. Responsabilidades do Paciente
A lei também define que o cuidado é uma via de mão dupla e estipula deveres éticos:
- Compartilhar o Histórico Médico: O paciente ou seu representante deve informar com precisão os profissionais sobre doenças passadas, remédios em uso e internações anteriores.
- Colaboração e Respeito: Seguir as orientações recomendadas pela equipe assistencial e respeitar os direitos dos outros pacientes e dos funcionários da instituição.
4. Fiscalização e Violações
- Canais de Denúncia: Os serviços de saúde devem manter mecanismos periódicos e visíveis para receber e apurar reclamações sobre o descumprimento do estatuto.
- Punição Legal: O descumprimento das normas previstas nesta lei passa a ser caracterizado legalmente como uma situação de afronta aos direitos humanos.


